Grande imprensa volta-se para o micro jornalismo
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Visto até bem pouco tempo atrás como uma idéia romântica e quase utópica, o jornalismo hiper local, também conhecido como micro jornalismo começa a chamar a atenção de universidades e grupos de mídia interessados em identificar modelos de negócios alternativos.
Esta procura ganhou ares dramáticos com os últimos relatórios da agência de crédito Standard & Poors que advertiram sobre uma possível incapacidade financeira de grandes grupos jornalísticos norte-americanos de honrar débitos contraídos com o sistema bancário.
Os jornais haviam previsto quedas de 2 a 3% em sua performance financeira até dezembro, mas os últimos indicadores apontam na direção de assustadores 18%. Isto está espalhando o medo entre os acionistas de empresas jornalísticas e angustia entre os executivos da mídia.
Esta semana, o informe The State of the News Media 2008 mencionou especificamente a possibilidade do jornalismo local, produzido localmente, ser uma opção para garantir a sobrevida de jornais de maior circulação. Em fevereiro, na cidade de Northfield, no estado de Minnesota, passou a ser a primeira nos Estados Unidos a ter um projeto de jornalismo hiper local, financiado por uma universidade.
O jornalismo hiperlocal começou a surgir como alternativa para a crise nos jornais quando estes passaram a se preocupar com a perda de leitores para os blogs e páginas noticiosas sobre assuntos comunitários.Este fenômeno é uma conseqüência do divórcio da agenda da mídia em relação à agenda dos consumidores de notícias.
Mas os jornais também se deram conta que a cobertura local em cidades com menos de 50 mil habitantes é demasiado cara para empresas obrigadas a sucessivos cortes na redação para tentar manter o equilibro financeiro abalado pela queda da publicidade, nas assinaturas e vendas em bancada e pelas dívidas bancárias.
O dilema entre a necessidade de reconquistar leitores e o alto custo começa a ser rompido por um novo modelo de coleta e processamento de notícias baseado nos moradores de comunidades rurais, cidades com menos de 50 mil habitantes, bairros e ruas de cidades médias e grandes. Esta solução provoca um pouco de alergia entre os jornalistas porque implica transferir para amadores uma função que até agora era exclusiva dos profissionais.
Mas pelo andar da carruagem, não haverá outra alternativa. O jornalismo produzido por cidadãos tem todas as chances de se transformar na tábua de salvação de vários jornais e a base de um novo modelo de produção de notícias, onde conteúdos informativos (textos, fotos e vídeos) gerados e processados por amadores para publicação em páginas web locais são reproduzidos por jornais impressos, emissoras de radio e de televisão.
Um dos grandes obstáculos do jornalismo comunitário sempre foi o seu financiamento. Há duas opções predominantes: a baseada na colaboração não remunerada e o custeio mediante contribuições de moradores. A primeira sempre foi vista com desconfiança pelo risco de ser contaminada por interesses pessoais ou de grupos de moradores. Já a segunda, tinha como principal dúvida a sua sustentabilidade a médio e longo prazo.
O caso da enciclopédia virtual Wikipédia mostrou que a colaboração não remunerada pode funcionar. O mesmo princípio foi seguido por moradores da cidade de Fort Meyers, na Flórida, formaram um grupo de 40 voluntários, chamado TeamWatchdog, para produzir notícias hiperlocais que são reproduzidas no jornal local The News Press.
A Universidade Kennesaw, no estado norte-americano da Geórgia acaba de receber um financiamento de 51 mil dólares para desenvolver em Northfield um projeto de jornalismo hiperlocal chamado LocallyGrown. A verba destina-se ao pagamento parcial de jornalistas e de colaboradores residentes na comunidade, que arcará com o resto das despesas com a produção de notícias.
É o velho modelo de custeio pelos leitores de publicações sem publicidade, adotado há mais de uma década pela revista Consumers Report, cujo segredo é oferecer ao seu publico informações sobre bens de consumo. Uma fórmula antiga, mas que a grande mídia esqueceu.</div>
Postado por Carlos Castilho em 26/3/2008 às 5:29:53 PM
OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
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Piauí: 250 anos. O resgate histórico do professor Fonseca Neto sobre o tema
Para Fonseca, a criação da capitania é um marco da vida civil, política e administrativa.O erguimento do Piauí em capitania tem um sentido especial na política o ‘despotismo esclarecido’.
Este ano de 2008 marca a criação efetiva da capitania do Piauí: 250 anos. Uma “data redonda”, como se costuma dizer, aguçando as curiosidades. Esse fato relevante é a elevação do único município então existente, o da “Moucha”, em 1758, à categoria de capitania, dando-se a ela um governador. Enquanto vila-município, suas autoridades eram os dois juízes ordinários, dois vereadores e o procurador de sua Câmara Municipal, ou Senado da Câmara.
(*) FONSECA NETO, professor da Ufpi, advogado, escreve às segundas-feiras nesta página.
FONTE: CIDADEVERDE.COM
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Seleção treina com Pato na reserva
Rafael Maranhão Especial para o GLOBOESPORTE.COM, em Londres
Alexandre Pato treinou entre os reservas, como a maioria dos jogadores da seleção olímpica. A dupla de ataque foi formada por Luis Fabiano e Robinho. Confira o time que iniciou o coletivo: Júlio César, Daniel Alves, Alex, Lúcio e Richarlyson; Gilberto Silva, Josué, Júlio Baptista e Diego; Robinho e Luis Fabiano. Entre os reservas, apenas jogadores com até 23 anos: Diego Alves, Rafinha, Leo, Henrique e Marcelo; Lucas, Hernanes, Anderson e Thiago Neves; Alexandre Pato e Rafael Sobis.
A TV Globo transmite ao vivo, e o GLOBOESPORTE.COM acompanha o duelo, nesta quarta-feira, em Tempo Real, a partir das 16h45m (de Brasília).




